sexta-feira, 9 de outubro de 2020

As duas Luas

Aproximadamente 12 mil quilômetros de distância entre as duas fotos. Literalmente, uma foi tirada do lado oposto da outra no globo terrestre. Porém, as duas Luas desencadearam a mesma reação, de admiração.

Na primeira foto, havíamos acabado de chegar em Copacabana. Era 2017, e fomos com inúmeras recomendações: “Tomem cuidado”, “Cuidado com seus pertences”. Chegamos, confesso que um tanto tensos. Nos instalamos e fomos caminhar. Ao nos depararmos com a orla de Copacabana, uma Lua imensa, linda, majestosa. Atravessamos a avenida como crianças atrás da bola, e automaticamente tirando os celulares dos “esconderijos”, ignorando todas as recomendações. Nada mais importava, tínhamos que tirar foto dela, registrar aquela imagem. Dava para sentir a energia que ela emanava. O seu brilho sob a pele parecia uma capa protetora e revigorante – estávamos seguros sob a Lua. Que momento mágico!

Na segunda foto, fui apresentar a praia de Takapuna para uns amigos. Era 2019, e a sensação foi a mesma. Estávamos enfeitiçados pela Lua. Quanta energia, quanta luz, quanta beleza. Com as águas calmas o seu reflexo parecia rasgar o mar, abrindo caminho para a ilha da Rangitoto ao fundo. Que imagem! Tão absortos pela Lua, que minha amiga esqueceu a capa da lente da câmera na areia.

Não vou me cansar de comentar o quanto a natureza me surpreende. O quanto eu respeito e admiro a natureza. Seja a Lua, um pássaro ou o som das folhas da árvore ao vento. É difícil imaginar que algumas pessoas não conseguem ver o capricho da natureza. E quando eu digo ver, não quero dizer com os olhos apenas. Eu digo “ver” com os ouvidos, “ver” com a pele, “ver” o cheiro, “ver” com a alma. Às vezes eu “viajo” “vendo” a natureza. Lembro que quando era bem mais jovem, eu passava horas no quintal dos fundos de casa. Uns 600 metros quadrados com três árvores e algumas coisas plantadas – algumas delas os passarinhos se encarregaram de semear. Eu passava horas sentada em um banquinho, “vendo” aquilo tudo. Silêncio absoluto. O que eu pensava naquele momento? Sei lá. Nem sei dizer se pensava em algo. Acho que apenas “via”. E você, costuma “ver” muito? Pois exercite, você pode se espantar com o que podemos ver além dos olhos.





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